Que estamos passando por um ano atípico, ninguém tem a menor dúvida. A pandemia provocada pelo novo Corona-vírus (COVID-19) fez com que bilhões de pessoas em todo o mundo modificassem por completo sua rotina (pessoal, profissional, acadêmica, etc).

E diante de tal situação, sobretudo por estarmos no Brasil, onde atualmente mais de 460 mil pessoas já perderam suas vidas e a chegada das vacinas é aguardada com ansiedade, ainda não temos uma previsão de normalização da grande maioria das atividades cotidianas, apesar de muitos segmentos da sociedade já estarem “atuando” como se tudo estivesse “normal”. Mas afinal, quando é que de fato tudo “voltará ao normal”. Será realmente que teremos um retorno igual como ocorrera antes da Pandemia? A meu ver, não! Não da mesma forma!

Manter-se produtivo, superar dificuldades práticas e emocionais, criar e seguir novas rotinas, conviver com más notícias e muita insegurança. Quem está trabalhando em casa com a família, ainda tem de equilibrar um bom astral para não piorar o clima. E esta está sendo a rotina de centenas de milhares de pessoas em todo o Brasil, desde o início da pandemia em meados de março de 2020.

E se você é líder de uma empresa, por exemplo, soma-se a responsabilidade de manter a equipe unida e produzindo, reconhecendo as dificuldades das pessoas, já que cada um está reagindo à sua maneira. Há os que estão até mais produtivos em home office, há os que estão sofrendo profundamente com ansiedade. Cada um com suas razões e circunstâncias.

Coloque-se na condição destes líderes. Imagine o quanto essa situação está exigindo de cada um e de suas equipes. Exigindo muito mais de competências que muitos nunca tiveram a oportunidade de desenvolver? Autodisciplina, Resiliência, Colaboração, Comunicação. Tudo isso é necessário neste momento de adversidade. Seja na empresa, seja no seu ambiente familiar. Tudo isso está relacionado com Inteligência Emocional, difundida com muita ênfase a partir de 1995 com a publicação do livro de mesmo nome do psicólogo americano Daniel Goleman.

Como estudioso do tema, tenho por convicção que a competência fundamental e que vai ajudar em todas as situações é sem sombra de dúvidas, a Inteligência Emocional, que nada mais é que conectarmos nossas competências emocionais pessoais com as competências emocionais sociais das outras pessoas. Antes de tudo, temos de confiar em nossa capacidade de adaptação e solução de problemas. Valorizando a nossa percepção e entendimento das pessoas e situações.

Liderar uma equipe em uma crise é como seguir as instruções de emergência dos aviões – você põe a máscara em você mesmo antes de ajudar a criança – e a sua responsabilidade começa em se manter bem para poder ajudar os outros. Entender as nossas habilidades e preconceitos nos fará valorizar mais os outros e vê-los com mais empatia, dominando esses mecanismos nos ajudará em uma comunicação muito mais empática e assertiva.

Assim, também, é o desenvolvimento da Inteligência Emocional. Com o autoconhecimento que vem antes do entendimento dos outros. E é por aí que devemos começar! Pelo autoconhecimento, o pilar mais importante da Inteligência Emocional. Reconhecer como as nossas emoções nos afetam nos ajudará a controlá-las para pensar com mais serenidade. Paulo Vieira, Phd e Master Coach, criador da metodologia do Coaching Integral Sistêmico diz em seu livro best-seller “O Poder da Autorresponsabilidade” que: “não é o que me acontece que é o mais importante. E sim o que eu faço com o que me acontece.” Em outras palavras, colocando uma pitada de inteligência emocional significa dizer que diante da crise temos que saber nos reinventar para buscar os resultados mais ousados. Independente do problema, ele já existe. De nada adiantará ficar lamentando ou se fazendo de vítima. Isso não resolverá absolutamente nada. Importante é justamente a ação focada e consistente na busca do objetivo.

Somente as pessoas que possuírem inteligência emocional (conciliando competências emocionais pessoais e competências emocionais sociais) é que saberão lidar com este (e outros) momentos de incertezas de forma mais assertiva. Mesmo após a pandemia! Pense nisso!

[1]Cristiano Garcez Gualberto, é Mestre em Educação pela Universidade Federal de Goiás. Professor Universitário, Coach, Especialista em Inteligência Emocional. Possui formação pela Federação Brasileira de Coaching Integral Sistêmico (FEBRACIS) com certificação Internacional pela FCU/EUA. Contador, graduado em Ciências Contábeis pela Universidade de Rio Verde com especializações em Contabilidade Pública, Meio Ambiente, Defesa Civil, Segurança do Trabalho e Gestão de Trânsito e Transportes. E-mail: cristianomestradoufg@gmail.com. INSTAGRAM: @cristiano.coach