A Associação de Docentes da Universidade Estadual de Goiás (Adueg) aprovou, na última terça-feira (27), um indicativo de paralisação das atividades dos professores para o próximo dia 18 de agosto. Conforme a entidade, a decisão foi motivada pela situação de “arrocho salarial, congelamento das progressões e promoções”, além dos “escandalosos descontos em folha de pagamentos”.

A presidente da Adueg, Juliana Vasconcelos, confirmou a aprovação do indicativo. Conforme a entidade, a decisão foi tomada na terça, em uma reunião da categoria. Em nota, a associação declarou que, “avaliando a situação de arrocho salarial, congelamento das progressões e promoções, dificuldades na opção por regime de trabalho em dedicação exclusiva e os escandalosos descontos em folha de pagamentos, deliberou por indicar às Professoras e Professores da UEG, paralisação das atividades docente no dia 18 de agosto”.

O indicativo ainda será avaliado definitivamente em uma reunião do Conselho de Representantes dos Campus, que deve acontecer nesta quinta-feira (29). Além disso, ainda haverá apreciação do indicativo pela categoria em assembleia geral, que será marcada na reunião de quinta.

A Adueg informou, ainda, que uma pauta de reivindicações e planos de luta para 2021/2 foi elaborada e será enviada a todos os filiados da associação.

Sem progressão

Na última semana, o governador Ronaldo Caiado (DEM) anunciou o pagamento de progressões de carreira para 3.516 servidores da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), o que deixou de fora os servidores da UEG.

Ao Mais Goiás, a presidente da Adueg, Juliana Vasconcelos afirmou que os professores da universidade estão sem reajuste salarial desde 2013, com progressões represadas desde 2016. De acordo com ela, o reajuste é uma das pautas da paralisação. “Uma das mais importantes pra nós. A nossa perda salarial foi gigante”, disse.

FONTE: MAIS GOIÁS