Médico e gestor, o governador Ronaldo Caiado tem intensificado a concessão de entrevistas nesta semana a fim de reforçar junto à população a conscientização sobre as responsabilidades individual e coletiva na efetivação de medidas imediatas para conter a disseminação do novo coronavírus em Goiás.

“Quanto menor o percentual de contaminação, menor o percentual de complicação que teremos”, repete incessantemente o governador. Sem se esquivar de perguntas e críticas, é enfático: “O momento é de solidariedade, e todos nós vamos sofrer limitações. O que a base científica nos mostra é que aqueles países que fecharam [suas fronteiras] mais cedo, deram conta de ter uma crise com menor intensidade”.

A preocupação urgente de todas as autoridades sanitárias e de saúde é a de desacelerar a transmissão da Covid-19. Todos os esforços do Governo de Goiás têm sido neste sentido – liberação de teletrabalho aos servidores públicos; priorização, nos casos em que é possível, dos atendimentos via portais e aplicativos do Estado (Detran-GO, Ipasgo Fácil, entre outros); alteração nos serviços e agendamento prioritário para evitar aglomerações nas unidades de Vapt Vupt; além de suspensão das aulas na rede pública estadual e das atividades culturais e esportivas promovidas pelas secretarias de Cultura e de Esporte e Lazer.

No campo privado, o governador também não recusa diálogo, porém tem lançado mão de decretos com recomendações para que seja priorizada a saúde da população em todas as situações. “A única maneira que existe para combater a disseminação do vírus é ficar mais restritos às nossas residências, se descolando o mínimo possível, apenas para o local de trabalho, sem ficar ao lado de grandes aglomerações de pessoas e mantendo a distância mínima de um metro. Não tem outro remédio! Depois de contraído o vírus, aí teremos os casos graves”, pontuou.

Desde que a Covid-19 foi classificada como pandemia pela Organização Mundial de Saúde (OMS), Ronaldo Caiado tem reforçado que não há necessidade de pânico, porém, é imprescindível focar na prevenção. Hoje, em uma das entrevistas, o governador apresentou um gráfico (foto) que compara a evolução no número de casos em duas cidades italianas.

Na primeira, Lodi, houve a adoção de medidas profiláticas, como a restrição da circulação de pessoas em locais públicos. Já em Bergamo, tais ações de proteção só foram ocorrer duas semanas depois. O resultado é que, dentro do mesmo período de tempo (de 24 de fevereiro a 13 de março), Bergamo apresentou 2,3 mil casos – quase o dobro de Lodi.

“A única conclusão que todos os médicos e cientistas chegaram é que onde as pessoas respeitam regras, que não promovem eventos, que se preocupam, a incidência é menor.”, frisou o governador. “Peço que as pessoas se conscientizem, não tentem minimizar a situação que estamos vivendo”, defendeu Ronaldo Caiado.

Critica do Presidente:

Bolsonaro chama coronavírus de “histeria” e critica governadores

Presidente Jair Bolsonaro comprimenta manifestes em frente ao Palácio do Planalto

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) criticou, nesta terça-feira (17/03), “alguns” governadores por suas ações para evitar a propagação do coronavírus. O presidente voltou a usar o termo “histeria” para se referir à pandemia da doença.

“O que está errado é a histeria, como se fosse o fim do mundo”, afirmou Bolsonaro, que acusou “grandes órgãos de imprensa” de não o deixarem em paz, em referência às críticas recebidas por ter cumprimentado, no domingo (15/03), manifestantes de um ato pró-governo no Palácio do Planalto (foto em destaque).

As declarações foram dadas em entrevista à Rádio Tupi veiculada nesta terça (17/03).

Na mesma entrevista, o presidente disparou contra a ação de governadores que determinaram medidas de isolamento. Na opinião de Bolsonaro, essas ações vão prejudicar a retomada econômica do país e deixar muitos trabalhadores informais desassistidos.

“A economia estava indo bem, fizemos algumas reformas, os números bem demonstravam: a taxa de juros lá embaixo, a questão do Risco Brasil também estava indo bem. Esse vírus trouxe uma certa histeria e alguns governadores, no meu entender, eu posso até estar errado, estão tomando medidas que vão prejudicar e muito a nossa economia”, criticou Bolsonaro.

O presidente também alegou que o trabalhador informal será ainda mais afetado e citou como exemplo flanelinhas e vendedores de mate em estádios.

FONTE: Plantão JTI