Na manhã de hoje, segunda-feira (29), toda a população goiana assistiu à reunião transmitida por meio de live que estava marcada pelo governador Ronaldo Caiado (DEM) junto aos prefeitos e demais representantes dos poderes legislativo e judiciário de Goiás. A preocupação era devido aos avisos realizados pelo governador, na semana passada, sobre endurecer as regras no Estado e assim chegar à um possível lockdown, considerando os números crescentes de infectados pelo novo coronavírus.

Sendo assim, durante a reunião, Caiado pediu apoio aos prefeitos goianos para decretar lockdown alternativo de 14 dias no Estado, após a Universidade Federal de Goiás (UFG) apresentar um novo estudo que faz a estimativa de um colapso hospitalar em julho, onde seriam necessários 2 mil leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), prevendo também 18 mil mortes em decorrência da Covid-19 até o mês de setembro.

“Se tivesse autonomia do Supremo, decretaria fechamento do comércio no esquema 14 por 14, em Goiás”, afirmou Caiado.

O Supremo Tribunal Federal (STF), em 15 de abril, decidiu que as cidades possuem autonomia para determinarem as regras de distanciamento social, quarentena e demais restrições em razão da pandemia. Sendo assim, o governador ponderou que os prefeitos revejam as flexibilizações permitidas e ofereceu apoio policial para aqueles que decidam por adotar o fechamento já a partir de amanhã, terça-feira (30).

“Isso é imoral, desumano, eu não posso aceitar que haja omissão de autoridades. A responsabilidade é de todos nós. Cada prefeito e cada prefeita vai responder pelo caos nos seus municípios. Reflitam bem, analisem bem. Fornecerei as minhas polícias a todos os prefeitos que quiserem que haja cumprimento 14 por 14”, disse Caiado na reunião.

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