Anápolis é a principal opção do governo federal para local de montagem da quarentena de brasileiros que voltarem de Wuhan, na China. A afirmação é do ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, em entrevista à Rádio Gaúcha nesta segunda-feira (3).

De acordo com o ministro, a cidade, a 50km de Goiânia, já teve uma experiência semelhante quando a capital viveu a contaminação pelo Césio 137.

“Há uma sinalização muito forte para Anápolis, porque no período do Césio, lá atrás, foi uma área militar que trabalhou com essa coisa do isolamento, que é importante para não permitir eventualmente um escape de vírus. Eles já têm uma bagagem nessa área, mas não há nada definido”, disse Lorenzoni.

Entre 30 e 40 pessoas deverão voltar ao Brasil e, quando chegarem, ficarão em quarentena no local que for definido pelo governo. Além de Anápolis, Florianópolis e algumas cidades do Nordeste estão sendo avaliadas, conforme explicou o ministro.

Houve um acordo entre os governos do Brasil e de Israel para que sejam feitas, naquele país, as paradas técnicas do avião que buscará os brasileiros na China. Para Lorenzoni, é possível enviar o avião no máximo na terça-feira (4), com retorno no fim de semana.

O ministro ainda destacou que o Congresso precisa aprovar uma lei de quarentena para definir as regras de como deverão ser tratados os brasileiros que voltarem de Wuhan. Ele afirmou que o texto deve ser enviado ainda nesta segunda.

“Nós precisamos fazer uma coisa para cobrir uma lacuna que o Brasil tem: por incrível que pareça, o Brasil não tem uma lei de quarentena sanitária”, disse.

Onyx informou que as regras devem ser estabelecidas por meio de uma medida provisória.

Decisão não está tomada, mas é ‘tendência’

Segundo o prefeito Roberto Naves, ainda não houve um contato do governo federal com a Prefeitura. Porém, o comandante da ALA 2, Antonio Carlos Moretti Bermudez, informou que membros do Planalto já iniciaram um processo de estudo para que a estrutura militar sediada na cidade receba as repatriados.

“Ainda não foi definido o município que irá receber. No momento, existe uma tendência que seja Anápolis. Nós e o governador Ronaldo Caiado entramos em contato com o governo federal para saber o que está levando a essa decisão”, disse.

Ele ainda explicou que e a estrutura oferecida pela ALA 2 é favorável. “Devido à pista, que é ideal para o pouso da aeronave, por ser uma área militar, que tem condições de isolamento, e pela proximidade do Hospital de Base de Brasília (que atenderia algum eventual infectado”, explicou.

Naves confirmou a informação divulgada pelo governador Caiado mais cedo no Twitter. Na rede social, ele afirmou que iria junto com o prefeito a Brasília para se reunir com o presidente Jair Bolsonaro e tratar da questão. Os contatos na capital federal estão sendo feitos por Caiado. Ainda não há hora agendada para a reunião.

FONTE: Diário de Goiás

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