As ações criminosas supostamente praticadas por Lázaro Barbosa Sousa, 32, têm aterrorizado não só a população de Edilândia, povoado de Cocalzinho de Goiás, mas também familiares do suspeito. O pai dele, identificado como Edenaldo Barbosa Magalhães, de 57 anos, diz que não reconhece o filho e tem medo do suspeito“o demônio se apoderou dele”, afirma. As declarações foram dadas ao Correio Braziliense.

Lázaro Barbosa é suspeito de cometer um quádruplo latrocínio no DF, e um quinto em Goiás. No último sábado, em Cocalzinho de Goiás, ainda baleou mais três pessoas. Na segunda-feira (14), ele teria invadido propriedades na zona rural de Edilândia, em busca de comida. Na tarde de terça-feira (15), em uma das invasões, o suspeito fez uma família refém, baleou um policial e fugiu por um rio.

O pai de Lázaro tem outros três filhos – de 16, 13 e 1 ano – e vive com a esposa em Girassol, distrito de Cocalzinho. Ele é aposentado por invalidez e tem histórico de acidente cardiovascular (AVC) e dois infartos. O homem ficou mais de 20 anos sem ver o filho e só o reencontrou há cerca de seis meses.

“Só me visitou e foi embora. Foi quando ele teve uma fuga. E eu com o coração na mão, doente. Só não morri ainda porque acho que Deus não quis”, relatou ao Correio Braziliense.

Segundo a narrativa, Edenaldo tem vergonha dos crimes cometidos pelo filho e não reconhece Lázaro. “Esse monstro, eu registrei, mas quando as pessoas falam ‘o seu filho’, aquilo me estremece todo. Não dá vontade nem de ficar mais na Terra. Eu estou arrasado. Se eu vê-lo por aí, eu nem conheço mais”, lamenta.

“Não quero ele solto”

Ao Portal, o homem afirma que está arrasado com a violência do filho. “O que mais me dói é o desespero que aquela família sentiu e o que ele fez com aquela pobre mulher. Isso não é gente. Isso é um monstro da pior espécie”, criticou.

Edenaldo conta que quer justiça e espera que o filho não fique solto. “Eu não quero ele solto jamais porque estou com medo dele fazer mal a mim e a minha família. Olha só o que está fazendo com todo mundo”.

Buscas

Ao todo, 210 policiais de Goiás e do DF estão envolvidos na operação de detecção em região de mata no município de Edilândia, a 160 quilômetros a Nordeste de Goiânia. O cerco ocorre por ar, com três helicópteros, e por terra, com agentes auxiliados por cães farejadores e outros a cavalo.