Após um freezer apresentar defeito, mais de 800 doses de vacinas contra Covid-19 da marca AstraZeneca ficaram cerca de 20 horas em temperatura fora da recomendada. A situação aconteceu em Paranaiguara, no sudoeste de Goiás, e, de acordo com a prefeitura, os funcionários mudaram os frascos de lugar assim que notaram o problema.

O Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) está apurando o caso. A promotora Daniela Salge informou que deve ouvir funcionários e acompanhar as avaliações técnicas para entender o que aconteceu.

“Serão apurados se houve falha humana ou houve falha mecânica e também a destinação dessas vacinas”, disse.

Por causa do problema, que aconteceu na madrugada de domingo (16), uma avaliação tem que indicar se as doses ainda podem ser aplicadas na população ou se devem ser descartadas.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO), quem faz essa avaliação é o Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS) da FioCruz.

Refrigerador que apresentou problema em Paranaiguara — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Refrigerador que apresentou problema em Paranaiguara — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

O Ministério da Saúde informou que soube da situação na quarta-feira (19), que “avalia os formulários e irá encaminhá-los ao Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS)”.

Também de acordo com o Ministério, “se a análise apresentar laudo insatisfatório, é recomendado o descarte dos imunizantes”. O órgão explicou que uma “perda operacional” de 5% de todas as doses enviadas “é previamente calculada”, por isso não deve repor essas vacinas caso elas não possam ser aplicadas.

Aquecimento do freezer

O vice-prefeito e secretário de Saúde de Paranaiguara, Acácio Rodrigues, explicou à TV Anhanguera que o equipamento usado para armazenar as vacinas passou por manutenção recente e que ainda não foi possível dizer o que de fato aconteceu.

O gestor disse que aguarda a chegada de um técnico da empresa responsável pela máquina para avaliar qual foi exatamente o problema que fez com que ele saísse da temperatura programada.

“É um equipamento muito sofisticado, tem uma bateria que deve ser acionada assim que houver uma queda de energia, mas, infelizmente, isso não aconteceu. […] Essas doses foram encaminhadas para a Regional para avaliar a qualidade do uso e estamos aguardando a resposta”, disse.

Na primeira contagem foram informadas 440 doses, porém ao verificar novamente o número subiu para 800, se essas doses forem descartadas após análise, elas não serão repostas ai município.

FONTE: G1