A Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicou que o preço da cesta básica para alimentação de uma pessoa adulta aumentou em todas as Capitais pesquisadas, no ano de 2020.

As maiores variações foram registradas foram em Salvador (32,89%), Aracaju (28,75%) e em Campo Grande (28,08%). Já as capitais que registraram a menor variação foram Curitiba (17,76%), Recife (19,2%) e Natal (19,55%).

Embora a variação em Aracaju tenha sido a segunda maior, a Capital do Sergipe possui a cesta básica mais barata dentre as pesquisadas, custando em média R$ 453,16. Ela é seguida por Natal (R$ 458,79) e Recife (R$ 469,39).

Já as cestas básicas mais caras se encontram em São Paulo (R$ 631,46), Rio de Janeiro (R$ 621,09) e em Porto Alegre (R$ 615,66).

Goiânia ocupa a nona colocação dentre as cestas básicas mais caras, com o preço médio de R$ 563,80. Em 2020, esse valor subiu 23,98%.

Poder de compra

Com base na cesta mais cara que, em dezembro, foi a de São Paulo, o Dieese estima que o salário mínimo necessário deveria ser equivalente a R$ 5.304,90, o que corresponde a 4,82 vezes mais do que o salário mínimo atual, de R$ 1.100. Segundo o órgão, o cálculo é feito levando-se em consideração uma família de quatro pessoas, com dois adultos e duas crianças.

O Dieese ainda calcula que o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta nas Capitais, considerando um trabalhador que recebe salário mínimo e trabalha 220 horas por mês, foi, em dezembro, de 115 horas e 8 minutos. Esse tempo gasto foi maior do que em novembro, quando ficou em 114 horas e 38 minutos.

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