O Ministério Público de Goiás (MPGO) denunciou o prefeito de São Simão, Francisco Assis Peixoto, por crimes sexuais contra duas vítimas. Ele também foi denunciado por tentativa de adquirir fotografia pornográfica envolvendo adolescente e por transmissão ou divulgação de fotografia ou outro registro que continha cena de sexo explícito ou pornografia envolvendo criança ou adolescente.

Francisco Assis Peixoto foi preso em cumprimento de mandado expedido pelo juízo da comarca de São Simão no dia 28 de julho, na Operação Paideia, deflagrada pela Promotoria de Justiça. Ele foi ouvido no MPGO no dia 29 de julho, na sede do Centro Integrado de Investigação e Inteligência (CIII), em Goiânia, e utilizou o direito constitucional de permanecer em silêncio. O prefeito continua preso em Aparecida de Goiânia.

Relatos indicam prática de pelo menos 17 crimes diversos dos apontados na denúncia contra o prefeito de São Simão

Além dos delitos pelos quais o prefeito foi denunciado, chegaram ao conhecimento do MPGO relatos sobre a prática de pelo menos 17 crimes diversos dos que constam na peça acusatória, narrados por cinco vítimas.

De acordo com o MPGO, os crimes foram prescritos, mas reforçam os fatos pelos quais o prefeito é investigado, além de destacarem seu modo de agir, indicarem a reiteração delitiva e serem importantes para a futura dosimetria da pena.

Francisco Assis Peixoto foi denunciado por tentativa de adquirir fotografia pornográfica envolvendo adolescente, transmissão ou divulgação de fotografia ou outro registro que continha cena de sexo explícito ou pornografia envolvendo criança ou adolescente, e importunação sexual, por duas vezes.

Em razão de o processo estar em segredo de Justiça, não podem ser fornecidas informações ou detalhes do caso.

O advogado Edemundo Dias informou que vai pedir a liberdade provisória do político, pois parte da investigação já terminou e ele considera desnecessária a manutenção da prisão. Além disso, a defesa afirma que ficou demonstrado que não há crime de pedofilia e o cliente foi denunciado por importunação sexual.

FONTE: O DIA