Um condenado por homicídio foi preso preventivamente por outra morte, a do aposentado Hipólito Pedro do Carmo, 86, no último junho, no jardim Conquista, em Goiânia. Áureo dos Santos, 30, que estava foragido, era inquilino da vítima e a matou para roubar R$ 1,5 mil., segundo a Polícia Civil.

Quando o corpo de Hipólito do Carmo foi encontrado na casa onde ele morava, na Rua Cariri, a polícia apurou que, além do dinheiro, outros objetos tinham sido levados: uma televisão, um aparelho de telefone celular e objetos pessoais, como cartões de crédito e documentos.

Informados de que a vítima alugava alguns barracões no mesmo lote onde ficava sua residência, os agentes do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (GARRA), da Deic descobriram que um dos inquilinos dele usava tornozeleira eletrônica e havia rompido o equipamento poucos dias antes de o corpo ter sido encontrado.

Ao ser localizado e preso em Caldas Novas, Áureo dos Santos confessou o assassinato, mas, em depoimento, alegou que matou o aposentado com pancadas na cabeça após uma discussão, versão contestada pelo chefe do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra), da Deic, delegado Fabrício Flávio Rodrigues.

Segundo o policial, o crime foi premeditado, já que Áureo havia tentado estuprar uma ex-namorada antes de matar o idoso. “Ele sabia que Hipólito guardava dinheiro em casa e pretendia fugir de Goiânia. Ele tentou abusar da ex-namorada e rompeu a tornozeleira. Na sequência, foi à casa do aposentado e alegou que tinha R$ 30 para receber, uma vez que pagou o aluguel mais saiu antes de fechar o mês”.

De acordo com o delegado, Hipólito ressaltou que não devia nada e foi morto com pancadas na cabeça. “Depois, roubou, além do dinheiro, vários objetos da casa, fugindo em seguida para Caldas Novas”.

Histórico criminal

Em 2010, ainda segundo o delegado, Áureo foi preso e condenado após esquartejar sua namorada em Senador Canedo. Beneficiado com o regime semiaberto, ele foi solto em abril deste ano, ocasião em que passou a ser monitorado por tornozeleira eletrônica. Áureo, agora preso temporariamente, responderá por latrocínio (roubo seguido de morte), e, se condenado, pode passar de 20, até 30 anos na cadeia.

Fonte: Mais Goiás

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