Um problema de ordem técnica no sistema do TRE-GO (Tribunal Regional Eleitoral de Goiás) fez com que fosse adiada, dessa sexta-feira (31), para uma data ainda não definida, a audiência de retotalização de votos das eleições proporcionais de Gouvelândia, realizada no ano de 2016.

Extraoficialmente, já se sabe que Plínio Pereira Paulino (DEM), José Davi Dias da Silva (PR), Nilson Alves de Moura (PP), Paulo Gildo da Silva (DEM) e Regina Maria Domingues (PROS), todos da coligação “Seriedade e Trabalho”, serão empossados nos lugares de Roneide Alves de Assis (MDB), José Aldo Moreira (MDB), Camilo Sarkis Martins (MDB), Orozimbo Lemes do Prado (MDB) e João Batista da Silveira dos Santos (PDT), da coligação “Unidos por Gouvelândia”, cassada pela justiça eleitoral. A cassação se estendeu também aos suplentes da referida coligação, o que levou a justiça a determinar a retotalização dos votos, para se conhecer os substitutos. A cassação foi em virtude da coligação “Unidos por Gouvelândia” ter simulado o cumprimento da regra que estabelece destinar no mínimo 30% de vagas para candidaturas femininas.


A audiência de retotalização de votos foi marcada para as 14 horas desta sexta-feira (31), porém, durante o procedimento feito na sede do Cartório Eleitoral da 46ª zona, em Quirinópolis, verificou-se a necessidade de reprogramação do sistema, pois, o mesmo não permitiu a anulação dos votos dados à coligação “Unidos por Gouvelândia”, conforme decisão da justiça.
Em contato direto com o diretor geral do TRE-GO, Wilson Gamboja, o chefe do cartório eleitoral, Leonine Monteiro Branquinho, e a juíza eleitoral Adriana Maria dos Santos Queiroz de Oliveira, foram orientados a adiar a audiência para uma data a ser definida posteriormente, para que fossem viabilizadas as adequações técnicas necessárias.


Os integrantes da coligação “Seriedade e trabalho” estiveram no cartório eleitoral, a fim de acompanhar a audiência de retotalização de votos, o que acabou não acontecendo. À Nossa TV, eles disseram que os vereadores cassados realizaram sessão extraordinária, na última quarta-feira (29), como uma espécie de manobra, a fim de evitar que os novos vereadores pudessem, assim que assumissem, eleger um novo presidente para a Câmara. Como o atual presidente e vice-presidente estão entre os cinco cassados, na sessão extraordinária realizada essa semana, o vice-presidente Camilo Sarkis Limongi Martins renunciou ao cargo e um outro vice assumiu a função. A manobra, de acordo com a reclamação da coligação “Seriedade e trabalho” é para que o vice eleito se torne o presidente, assim que os vereadores cassados deixem as funções, através da decisão da justiça que os cassou.
(Na foto, o chefe do cartório eleioral, Leonine Monteiro, informando sobre o adiamento da audiência)

Fonte: Nossa TV

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