O prefeito de São Simão, Francisco de Assis Peixoto (PSDB), através de sua defesa, pediu afastamento do cargo por 90 dias. Ele é suspeito de crimes sexuais contra menores, em Goiás.

O motivo da licença do cargo na prefeitura é sob alegação de problemas graves de saúde, pois ele sofreu um aneurisma cerebral há algum tempo e tem hipertensão. Além disso, a defesa afirmou que o afastamento é uma isenção para se defender, inclusive de acusações que ele estaria usando o cargo.

Uma reunião deve ser realizada nesta terça-feira (10/8) na Câmara Municipal para analisar a solicitação da defesa, que também entrou com uma nova solicitação de relaxamento da prisão preventiva do político.

O prefeito foi preso no último dia 29 de julho, em uma operação do Ministério Público de Goiás. O inquérito está em fase final e a denúncia contra Assis deve ser formalizada ainda nesta semana.

Prefeito de São Simão é investigado por ao menos sete casos de abuso sexual

O escândalo envolvendo o Assis Peixoto veio à tona após a mãe de um menino de 15 anos denunciar uma ligação em vídeo que Assis teria feito com seu filho. Ele teria mostrado as partes íntimas para o adolescente.

Até o momento, cerca de sete pessoas já procuraram o Ministério Público e denunciaram que foram vítimas do político. Entre eles está um jornalista, de 30 anos, que teria sido vítima quando ainda era criança.

O jornalista Luís Manuel Araújo afirmou que foi vítima do prefeito pela primeira vez quando tinha cerca de 10 anos. Ele conta que estava na piscina brincando com os amigos quando Assis teria segurado sua mão por debaixo da água e levado até a sunga dele.

Luís Manoel conta que ficou traumatizado após ser vítima do prefeito. Os abusos teriam acontecido até os 16 anos. Em um vídeo publicado nas redes sociais do jornalista, ele conta que foi um dos inúmeros “garotos do Assis” e que vai processá-lo por danos morais e materiais em decorrência dos abusos sofridos.