Três suspeitos de armazenar e distribuir pornografia infantil pela Internet foram presos durante em operações distintas realizadas em Goiás na manhã desta terça-feira (18). Numa delas, Guardiões da Inocência, conduzida pela Polícia Federal (PF) em pareceria com a Polícia Civil (PC), cumpriu sete mandados de busca e apreensão em Goiânia Rio Verde e Trindade. Mandados de prisão não haviam sido expedidos, porém, três – já mencionados, foram detidos em flagrante, todos em Goiânia. Em uma segunda iniciativa de combate à pedofilia, policiais civis tiveram a incumbência de cumprir 112 mandados de busca e apreensão em Goiás e outros 11 Estados.

No primeiro caso, uma das delegadas da PC que acompanhou as diligências afirmou que o material encontrado provocou repulsa nas equipes policiais. “Cenas inimagináveis”, comentou. A Operação Guardiões da Inocência foi conduzida em todo o Brasil e teve acompanhamento do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

Os três presos durante a operação Guardiões da Inocência e outro investigado que não foi localizado em casa, segundo o delegado da Polícia Federal, Adriano Tarouco, são solteiros, tem entre 40 e 50 anos, e, dificilmente levantam suspeitas no local de trabalho ou entre amigos, já que agem apenas atrás de um computador. “Eles usam um programa de compartilhamento que não é ilegal e que permite a troca de arquivos, só que, dentro dele, compartilham fotos e vídeos pornográficos de crianças, o que é crime”, pontuou.

PARCERIA

A Operação Luz da Infância 6, coordenada também pelo MJSP, foi colocada em prática pela Polícia Civil goiana. “Foram ações distintas, porém, quando percebemos que as pessoas que investigávamos em Goiás eram as mesmas, acabamos realizando esse trabalho em conjunto, que acabou culminando com três prisões e apreensão de um farto material pornográfico infantil, que agora será analisado para que possamos descobrir se estas fotos e vídeos, alguns indescritíveis, e que provocam nojo na gente, eram só compartilhados, ou foram produzidos pelos investigados”, relatou a delegada Sabrina Lélis, titular da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (Dercc).

Arquivos de vídeos pornográficos infantis detectados durante Operação Luz na Infância 6, em Goiânia. (Foto: divulgação/PC)

FONTE: Mais Goiás

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