Um vereador foi preso suspeito de praticar o crime conhecido como “rachadinha”, no qual um servidor público indicado por ele é obrigado a lhe repassar parte do salário. Logo após ser detido e colocado no carro da polícia, Rafael Barbosa de Sousa (PRP), conhecido como Rafael Modas, sorri, mande beijinhos e diz:

“Daqui a pouco mais notícias da minha inocência”.

O G1 tenta contato com a defesa de Rafael.

O político foi preso em flagrante na quinta-feira (5), em uma praça em frente à prefeitura. Segundo o delegado Tiago Junqueira, responsável pelo caso, ao ser abordado, ele negou.

“Nós recebemos uma denúncia e começamos a monitorar. A gente conversou com o servidor, que confessou e indicou que iria repassar naquele dia. Fizemos o flagrante quando ele pegou o dinheiro. Na hora, o vereador afirmou que estava recebendo um empréstimo que havia feito, mas não conseguiu comprovar essa situação”, disse o delegado ao G1.

Ainda conforme Junqueira, o servidor comissionado foi indicado por Rafael e recebia R$ 2,4 mil, dos quais, R$ 1,4 mil tinham de ser repassados para o parlamentar.

O responsável pelo caso criticou a atitude do vereador após a prisão, classificando-a como “deboche”.

“Ele é debochado. Trata com descaso a coisa pública. Está sendo acusado de um crime contra a administração pública e debocha da população”, condena.

O delegado informou que após a prisão, Rafael passou por audiência de custódia, na qual foi arbitrada fiança de 25 salários mínimos. Porém, como não pagou, a detenção foi mantida.

A prática da “rachadinha” se enquadra no crime de concussão, quando o funcionário público obtém vantagem indevida. A pensa em caso de condenação varia de 2 a 12 anos.

Fonte: G1

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