Uma das supostas vítimas de abuso sexual do prefeito de São Simão Francisco Assis Peixoto (PSDB), o jornalista Luís Manuel Araújo, foi à Câmara Municipal da cidade na manhã desta terça-feira (3/8) com um pedido de impeachment. Vale lembrar, o gestor foi preso na quarta-feira (28), durante Operação Paideia, suspeito de envolvimento em crime contra a dignidade sexual de menor de idade. Ao menos, sete pessoas fizeram denúncias ao contra o político.

O próprio advogado de Francisco, Edemundo Dias, confirmou o pedido. Segundo ele, a questão demonstra uma politização do caso. “Se ele estivesse preocupado com o honra não iria à Câmara”, afirmou.

Ainda segundo Edemundo, existem narrativas de casos anteriores que dependem de comprovação. “Já estamos adiantando perícia de mídia, pois algumas são controversas, em relação a áudios e vídeos. Não estão perfeitas, precisam ser revisadas.”

O advogado diz, ainda, que que ele tem conhecimento de apenas três conhecimentos de importunação sexual, “que é diferente de pedofilia. Envolve preferência sexual”, ressaltou. Edemundo substituiu Dimas Lemes Carneiro Júnior na última sexta-feira (30).

Luís compartilhou o vídeo nas redes sociais:

 

Habeas Corpus

Segundo Edemundo, no dia da audiência de custódia, foi feito o pedido pela liberdade do prefeito, com manifestação contrária do Ministério Público (MP), “o que já era esperado”. O juiz, contudo, ainda avalia a questão.

“Achamos correta a prudência do magistrado. Contudo, se ele negar, ainda em sede de audiência de custódia, vamos entrar com o habeas corpus”, relatou. Francisco Assis está preso no núcleo de custódia em Goiânia.

Caso

Durante a prisão, na quarta, foram cumpridos também três mandados de busca e apreensão. Participaram da operação 4 promotores de Justiça, 4 delegados da Polícia Civil e 12 policiais civis. O Centro de Inteligência do MP-GO apoiou a operação.

Uma das supostas vítimas do prefeito, o jornalista Luís Manuel Araújo se manifestou sobre o caso nas redes sociais. Em uma postagem, ele afirmou que fez a denúncia ao Ministério Público de Goiás (MP-GO) e que sofreu abusos sexuais entre os anos de 2001 e 2007, quando tinha 9 anos.

Segundo o comunicador, por conta do crime, desenvolveu graves transtornos mentais e toma remédios para tratar os traumas causados pelos abusos. “A cidade merece essa minha satisfação. Dinheiro não me compra, eu já defendi muito ele, agora estou enfim liberto dessa sombra na minha vida.”

FONTE: Mais Goiás